Here's a great tip:
Enter your email address and we'll send you our weekly magazine by email with fresh, exciting and thoughtful content that will enrich your inbox and your life, week after week. And it's free.
Oh, and don't forget to like our facebook page too!
Impresso de pt.chabad.org
Entre em contato
Visit us on Facebook

A Maratona de um Báal Teshuvá

A Maratona de um Báal Teshuvá

E-mail

A Teshuvá (retorno) pode ser expressa no desejo de abrir o coração e acender a chama completa e irrevogavelmente na vida do judeu moderno.

A palavra Teshuvá é erroneamente traduzida como "arrependimento". No entanto, seu sentido verdadeiro e literal é voltar à fonte e origem, ao seu próprio interior, revelando-o de maneira tal que este se torna o dono de sua vida. Assim, o retorno se aplica a todos, até aos justos. Isto significa que o tsadic (justo) está também constantemente procurando voltar para seu interior, a fim de revelá-lo. A Teshuvá é igualmente pertinente ao pecador, porque não importa o quão baixo tenha caído, sempre poderá recorrer à teshuvá; não precisará criar nada de novo, mas, simplesmente, voltar para dentro de si mesmo - muito mais fácil de ser conseguido.

É evidente, portanto, que esta prática contém muito mais do que um simples sentimento de arrependimento (embora sincero) ou "uma resolução que se toma por ocasião do Novo Ano " (embora igualmente sincera). Teshuvá, no sentido judaico clássico, significa introspecção contínua e incessante esforço para retornar às orientações Divinas da maneira como são reveladas na Torá. É uma reorientação da vontade e desejo próprios no sentido de se adaptar à Lei Divina. Denota uma total revolução, embora gradativa, na vida pessoal; uma aspiração em unir-se a D'us.

Para aquele criado num lar judaico tradicional ou orientado desde a infância a observar a Torá e as mitsvot, talvez o caminho a percorrer seja curto e familiar. Mas para aqueles cuja formação religiosa é superficial ou ainda comparam o judaísmo ao "monoteísmo ético" teórico ou a uma civilização desenvolvida ao acaso, o caminho de volta não é somente desconhecido, mas, na verdade, cheio de obstáculos. Estes podem incluir o relacionamento com a própria família, que encara as leis de Cashrut (alimentação adequada) como medievais; podem vir a se tornar meramente um hábito, como o prazer de uma tarde de futebol aos sábados; ou podem se constituir numa pesquisa filosófica, que divide a religião em "ritual" e "ética" (de acordo com a tradição grega).

Há, portanto, um número significativo de racionalizações e aspirações, desejos e desculpas que podem ser interpostos no caminho do Báal Teshuvá (aquele que retorna). É talvez por este motivo que os estudiosos do Talmud dizem: "A posição alcançada pelo Báal Teshuvá, nem mesmo o justo pode atingir."

Por outro lado, o Báal Teshuvá precisa munir-se de um esforço maior para subjugar suas paixões e aspirações familiares tem mais obstáculos para transpor a fim de alcançar este nível. Não só deve apenas alcançá-lo como também permanecer neste nível, apesar das críticas e recordações passadas.

Não se pode evitar a pergunta: "Vale a pena o esforço? Afinal de contas, as 'cargas' que nos impomos como Báal Teshuvá são tão reais, as 'restrições' tão inconvenientes, as 'recompensas' tão imperceptíveis e abstratas." Em última análise, a única pessoa que pode responder a esta pergunta é aquela que se dispôs a agir neste sentido.

Os outros podem descrever o calor de um verdadeiro Shabat, a alegria de Simchá Torá, o sig-nificado de uma oração sincera. Alguns ainda apresentam-se como testemunhas de uma profunda transformação dentro da família quando a esposa começa a observar a mitsvá de Pureza Familiar e Cashrut. Mas a valorização deve ser pessoal - o reconhecimento da verdade e significado de uma vida judaica que fica aparente apenas quando a pessoa se une a D'us, ao povo e à Torá.

Neste estágio, não mais se pensa em termos de obrigações e recompensas. Em muitos certificados e diplomas que acompanham o recebimento de um grau merecido, encontra-se a seguinte frase, impressa de maneira discreta: "... com todos os privilégios e obrigações a ele pertinentes." Mas não são enumerados os privilégios e obrigações, porém, obviamente, existem.

Há uma parábola sobre um homem galgando uma colina e carregando um pesado volume. Se o fardo contém pedras, é considerado como carga verdadeira e a subida, uma difícil tarefa. Não existe, com certeza, o desejo de pegar mais alguma pedra pelo contrário, há uma grande tendência em esvaziar o saco quando não houver ninguém à espreita. Se, por outro lado, o pacote contiver brilhantes e pedras preciosas, não será uma carga, mas um tesouro. Neste caso, a subida não se constituirá numa obrigação, mas sim numa tarefa significativa. O homem não somente guardará o tesouro com zelo, mas, se encontrar outros diamantes no caminho, sem dúvida os juntará ao seu fardo.

Vale então a pena o esforço em direção ao alto? Sim, sempre vale quando nos é confiado um tesouro ou uma missão. Tem valor para aqueles que buscam a realidade e o significado das coisas. Convém quando a teshuvá significa a volta a D'us e a Torá. Deveria ser dito, honestamente, que o caminho para o retorno não é garantido para se conseguir transformações milagrosas, da noite para o dia. Ainda que se esteja carregando brilhantes, o caminho em geral é lon-go, muitas vezes árduo e, às vezes, solitário. Mesmo campeões em potencial devem exercitar sua habilidade de levantar peso de maneira gradual, começando com pouco até atingir recordes olímpicos.

Este é o motivo pelo qual nossos sábios disseram que uma mitsvá (preceito Divino) leva a outra. É por isso que Maimônides nos preveniu para ensinar a verdade mística aos poucos e praticá-la por meio de estágios acessíveis.

A essência, porém, reside na ação. Ninguém ganha qualquer jogo somente aprendendo regras - não importa quão bem o desempenhe. Nenhum cirurgião remove um tumor estudando anatomia tem de partir para uma incisão. E nenhum judeu se torna Báal Teshuvá lendo ensaios tem de começar cumprindo ao menos uma mitsvá.

Segundo Rabi Tarfon: "O dia é curto, a tarefa enorme, os operários lentos, a prova difícil e o Mestre rigoroso. Não é teu dever completar a tarefa, mas não estás livre para dela desistir de todo."

© Copyright, all rights reserved. If you enjoyed this article, we encourage you to distribute it further, provided that you comply with Chabad.org's copyright policy.
E-mail
1000 Caracteres restantes
Envie-me e-mail quando novos comentários forem postados.
DESTAQUE EM PT.CHABAD.ORG